Cronica: Devaneios

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Prefiro andar pelo deserto da solidão ao invés de escalar o muro da hipocrisia. Meus lamentos e suspiros são a minha única companhia. Talvez o rio que brota das minhas lágrimas faça o mundo mais bonito, mas no momento estou sozinho. Observando e dançando ao sabor do vento. Não me julgo uma pessoa carismática, pois nunca precisei de muito esforço para conquistar meus pensamentos. E tudo que quero encontro num copo de uísque.

Nunca achei o mundo um lugar muito justo. Mas dele tirei tudo que possuo. Parece que se a gente ficar parado vem o trem da vida e nos atropela, arranca nossas vísceras. Hoje acesso minha rede social e encontro fotos de gente bonita, com maquilhagem até aqui e falsos sorrisos (Quanta hipocrisia). Eu sempre gostei de ser um estranho no ninho, ser mutável, um ser versátil. Todos se curvando perante um rei que levanta seu cetro fantasma, cego pelo poder, por aquilo que ainda não conseguiu por a mão.

E você ainda é uma criança, suja de lama. Incapaz de enxergar o que acontece ao seu redor, pois está com os olhos rasos d’água. Você ainda não cresceu, não assumiu a sua parcela de culpa perante a sociedade. Vamos rir, meu amor, e dançar, a noite acabou de começar e os carros ainda cantam na rua. Será mais sábio o homem temente a Deus ou um discípulo de Karl Marx? De qualquer forma, a tristeza nunca lhe caiu bem.

Acho que estamos com olhos vidrados na janela que esquecemos de usar a porta. E aquela história não eram tão boa no cinema quanto no livro. Você não vai se levantar para buscar a resposta pois o mundo dirá pra você, basta um toque na sua tela de 5 polegadas. Você não se interessa mais por pique-esconde só fala em dólar e a onde foi para a bolsa.

O sol vai queimando minha pele, e as lembranças não são mais confiáveis, nunca achei a verdade uma coisa palpável, sempre líquida, movimento. E se for para abraçar a morte que seja de braços abertos pois eu consegui o que queria, tirar-te do tédio.

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A Morte do Poeta.

Sinto saudades daquela palavra, daquela palavra, como é? Daquela palavrinha que causa um friozinho na barriga, que arregala os olhos e faz você falar: “Pronto, agora…” Ah! sim a palavra que convive com a alma daquele que sente, daquele que brinca com elas, que as alimentam, que as faz dar um novo sentido, uma nova rima, uma nova poesia.

Mas se perguntarem para mim: o que será do mundo sem os poetas? oras, eu sei lá. Só sei que nesse misto de ar rarefeito e concreto dos grandes centros urbanos, as “Metropolis” que habitam nosso dia-a-dia que consome nosso tempo, que provem nosso sustento…. tudo irá perder a cor e o cinza se tornará mais cinza, e  não haverá música, a não o som cadenciado dos martelos dos mertalurgicos ou ainda o roçar dos sapatos dos bancários nas calçadas. Haverá um nosso tipo de fome. A fome por cultura e a vida de universitários se deixará levar pela ação hipinotica da voz de seus mentores.

Quando não sobrar mais água e nem céu e nem teto sobre nossas cabeças. quando o grito for silênciado, eles olharam para mim com ar de indignação e cochicharam sobre minhas costas: “Ei, aquele não é o xico? o velho xico? coitado! tinha tantos sonhos e agora vaga pelas sarjetas falando rimas desconexas a troco de migalhas de pão.”

A muito tempo ouvi dizer que o poeta vive de migalhas, pois toda vez que se declama uma poesia ou poema, ou o que vier primeiro e alguém aplaude e ai que está uma migalha e varias pessoas aplaudindo são varias migalhas para alimentar o ego do poeta que com certeza, irá se converter em inspiração. um poeta não vive só de migalhas, mas de todo elogio que sai da boca do povo.

Enquanto romances para fazer sucesso e fama precisão vender na casa dos milhões. uma obra de poesia que vende na casa dos milhares, se chegar em tal número, já é considerado um sucesso.

e estranho ser poeta nos dias de hoje, é uma epopeia ou uma lastima sem fim, você pensa e escreve de forma a se escrever uma carta aos amigos mais endereçada a você mesmo ou ao desconhecidos, sem tem o valor devido, parece que poesia boa é só aquele convertida em música de preferência não muita complicada e bem ritmada para cair no gosto do freguês…

Ah! A palavra! sim a palavra que nós move que pelo menos, para mim, me move a escrever mais e mais, não é inspiração, nem talento, nem pensamento, nem dom, mas sim entusiamos… ser poeta é ter entusiamo pela vida, é transformar algo que já existe em novo e aperfeiçoar o que é banal e clichê. Ser poeta tem seus percalços e seus desalinhos. mas é uma sensação tão gostosa como a um nascimento de um filho.

Não deixe a poesia morrer, não deixe a poesia acabar o mundo precisa de poesia, a poesia foi feita para se entusiasmar.

Encontro dos Poetas - Biblioteca Municipal de Marília. Outubro/2008

Encontro dos Poetas – Biblioteca Municipal de Marília. Outubro/2008

Resenha: Questões do Coração – Emily Giffin

QUESTOES_DO_CORACAO_1300206263PTítulo: Questões do Coração

Autora: Emily Giffin

Editora: Novo Conceito

Ano: 2011

Páginas: 440

Eu sempre achei que livros com nomes assim fosse feitos para mulheres quarentonas solteiras e sem filhos… mas me supreendi com a leveza da narrativa que é ao mesmo tempo provocadora e instigante. Emily sabe como prender seus leitores da página 1 ao 440 do livro.
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Resenha: Diablo III – Tempestade de Luz – Nate Kenyon

diablo17Titulo: Diablo III: Tempestade de Luz

Autor: Nate Kenyon

Editora: Galera Record

Páginas: 384

Ano : 2014

Eu acho que fiquei com um pé atrás quando li o livro A ordem antecessor de Tempestade de Luz do mesmo autor. Mas tempestade de Luz me surpreendeu pelas sutilezas e um tom provocador.

O desafio de ex-arcanjo Tyrael em esconder a Pedras das Almas que está corrompendo o Paraíso Celeste não que nem perto da odisseia de Cain e Leia mas quebra um galho… Acho diluir a história em dramas pessoais do próprio grupo de heróis deixa-a um pouco clichê mas a ação desenfreada ao desenrolar do romance compensa essa falta de inercia.

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Resenha 1984 – George Orwell

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Título: 1984

Autor : George Orwell

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 416

Ano : 2009

Eu sempre quis ler esse livro pois muito ouvi falar dele. a cultuada figura do Grande Irmã (o Big Brother) que domina a mente de uma sociedade engajada e ludibriada com o seu socialismo Inglês ou “Socing” se preferir. O livro conta uma ficção pós-guerra que só podia ser vivida pela mente doentia de Orwell.

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Resenha: Presa Invisível – John SandFord

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Titulo: Presa Invisível

Autor: John Sandford

Editora: Record

Ano: 2011

Páginas: 388

Resenha: Presa Invisível – John Sandford

 

Quando decidi escrever sobre esse livro, eu parei, pensei por 2 minutos, levantei-me e fui atrás de uma xícara de café, voltei e pensei: PORRA! Que livro é esse? Olha, na capa do livro diz que é uma leitura compulsiva, assim sendo, não sei como explicar como levei 1 mês para terminar a leitura desse livro. Não sei se é porque fiquei enjoado com todo esse papo de antiguidades ou porque a monotonia de uma ação de um trailer policial faltou muito a me cativar.

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Resenha: Dragões de Éter – Vol 1 – Caçadores de Bruxas

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Nome: Dragões de Éter – Vol I – Caçadores de Bruxas

Autor : Raphael Dracco

Editora: Leya

Ano: 2013

Páginas: 438

Bem-vindos ao mundo do fantástico, do impossível que se torna possível. Um mundo onde Reis são reis escritos com “R” maiúsculo. Um habitat de fadas e trolls gigantescos, onde a vida é formada por uma partícula de energia de matéria semidivina, e deuses, criação e criatura se confundem o tempo todo.

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